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De Tecnopolíticas
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O projeto INCT - TECNOPOLÍTICAS: Territórios Urbanos e Redes Digitais aprovado na Chamada INCT - MCTI/CNPq/CAPES/FAPs nº 16/2014 foi aprobado e o resultado foi publicado na página oficial do CNPQ no dia 11 de maio*.

Clique aqui para ver a proposta que foi enviada no edital em 2014.


O INCT-TECNOPOLÍTICAS: Territórios Urbanos e Redes Digitais - é uma rede de pesquisa de alto impacto científico e social voltada a investigar a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano. Pretendemos produzir conhecimento e explorar tecnologias que promovam a interseção entre as redes digitais e as dinâmicas espaciais urbanas.

Compreende-se que estas tecnologias conformam, atualmente, parte indissociável da experiência e da organização das metrópoles contemporâneas, promovendo a fusão da sua dimensão físico-territorial com a das redes digitais .Partindo de um contexto de urbanização crescente, que alcança até mesmo os recônditos rurais e selvagens, a expansão da tecnologia informacional e das condições de conectividade vem transformando a vivência destes territórios e se integrando às suas infraestruturas com intensidade sem precedentes. No entanto, não se observa uma incorporação correspondente desses mesmos recursos nos instrumentos de planejamento das cidades, sobretudo no que concerne ao fortalecimento do diálogo entre os seus habitantes e o poder público. Portanto, temos como objetivo investigar/produzir tecnologia social aplicada a políticas públicas urbanas nos mais diversos níveis: mobilidade, moradia, lazer, cultura, economia, agroecologia, etc.

Propomos o desenvolvimento colaborativo de tecnologia social aberta e reaplicável, baseadas em iniciativas como o movimento open source (software livre) ou peer to peer (entre pares) que promovem o livre compartilhamento de conhecimento a partir de novos modelos de licenciamento de conteúdo. Acreditamos que a ampla disseminação da informação a ser produzida pelo Instituto é premissa fundamental para sua contribuição efetiva às práticas de desenvolvimento urbano sustentável no país.

Os movimentos de insurgência popular que ganharam visibilidade a partir de junho de 2013, no Brasil, articularam-se prioritariamente em torno de pautas urbanas sinalizando grande insatisfação com os mecanismos de participação e de representação disponíveis para abordar tais questões. A partir daí, inciou-se a estruturação de uma rede de pesquisadores jovens, já imbuídos de pensar propostas para uma sociedade mais plural e democrática, associando núcleos de pesquisa e extensão das universidades a coletivos artísticos ou midialivristas e a movimentos sociais diversos. Acreditamos que é urgente aliar o que há de mais avançado na investigação em tecnologia da informação à pesquisa urbana em sua dimensão multidisciplinar – reunindo arquitetos, urbanistas, geógrafos, economistas, sociólogos, designers, biólogos etc. – em busca da criação de dispositivos tecnopolíticos para a atuação nas metrópoles. Pretendemos, a partir dessa produção, auxiliar não somente as comunidades e os grupos organizados da sociedade civil, mas também o Estado, na constituição de plataformas colaborativas que dêem suporte a processos de participação mais eficazes.

Iniciativas como o Marco Civil da internet demonstram que o Brasil está na vanguarda das políticas públicas para as redes digitais, revelando uma necessidade de se formar grupos de investigação de excelência na área das tecnopolíticas e de ampliar seu alcance para a esfera do planejamento urbano envolvendo universidades, Estado e sociedade.

Além dos núcleos de pesquisa e dos programas de pós-graduação que integram a formação inicial deste Instituto, pretende-se fortalecer essa rede através de parcerias com grupos internacionais, consolidando e ampliando uma rede já existente que vem produzindo conhecimento no âmbito das tecnopolíticas urbanas de maneira sistemática e transversal.

Destaca-se a atuação conjunta dos membros desta proposta em iniciativas de pesquisa, de extensão, da participação em eventos científicos, e da organização de workshops em território nacional e internacional, além da compreensão de que é necessário fortalecer uma rede ibero- americana com ênfase na América Latina.


Histórico da realização de encontros para a construção da REDE TECNOPOLÍTICA: TERRITÓRIOS URBANOS E REDES DIGITAIS

1.MARCO CIVIL E TECNOPOLÍTICAS (junho de 2014) Seminário realizado com a presença do pesquisador, ativista e parceiro da nossa rede Tecnopolíticas: territórios urbanos e redes digitais, Javier Toret, pesquisador do 15M, do Instituto IN3 coordenado por Castells e atual articulador político do Guanemos Barcelona. Este evento contou também com a participação de um dos principais atores da construção do Marco Civil da Internet no Brasil, o pesquisador Sérgio Amadeu. (http://blog.indisciplinar.com/776/)

2. MULTIPLICIDADES (agosto de 2014) Seminário que inaugurou o debate sobre a construção de uma rede entre universidades e movimentos sociais e coletivos culturais “Tecnopolíticas: territórios urbanos e redes digitais”. (https://www.facebook.com/media/set/…) e contou com a presença de diversos pesquisadores do Indisciplinar (Natacha Rena, Marcelo Maia, Alemar Rena, Joviano Mayer, Ana Isabel de Sá, Paula Bruzzi, Simone Tostes, Marcela Silviano, Priscila Musa, João Tonucci, Luciana Bizzoto, Janaína Marx) e com pesquisadores de diversas universidades e coletivos brasileiros e internacionais como Fábio Gouveia (Labic_UFES), Fernanda Bruno, Pablo de Soto, Tatiana Roque (Media Lab _ UFRJ), Clara Luiza Miranda (UFES) e Basurama (Brasil-Espanha). (http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php…)

3. TECNOPOLÍTICAS, DEMOCRACIA E URBANISMO TÁTICO (VAC - fevereiro 2015) Evento envolvendo seminário e workshop que reuniu um grupo de profissionais e pesquisadores interessados na investigação e na a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano. Contou com a participação de diversos atores e grupos da rede “Tecnopolíticas: território urbano e redes digitais” como: Natacha Rena (NPGAU/ EA UFMG), Marcelo Maia (EA UFMG), Paula Bruzzi (NPGAU/ EA UFMG), Fernanda Bruno e Pablo de Soto (MediaLab_Comunicação/UFRJ), Fábio Malini (Comunicação_LABIC_UFES), Coletivo Micrópolis (Arquitetura/UFMG), Ana Isabel de Sá, Paula Bruzzi e Fernanda Mourão (Indisciplinar_Arquitetura/UFMG), Ricardo Fabrino (Democracia Digital_Ciências Políticas/UFMG), Domenico di Siena (Urbano Humano_Itália), Giselle Beiguelman (Design/USP), Tatiana Roque (Matemática/UFRJ), Alemar Rena (Indisciplinar_Letras/UFMG), Monique Sanchez + Maurício Leonard (Arquitetura/UFOP), Ana Clara Mourão (LabGeo_Arquitetura /UFMG), Denise Morado (Praxis_Arquitetura/UFMG). (https://www.facebook.com/media/set/…) https://www.facebook.com/events/1010197675676036/?ref=ts&fref=ts

4. TECNOPOLÍTICAS DO COMUM: ARTES, URBANISMO E DEMOCRACIA CIDADE ELETRONIKA 2015: TECNOPOLÍTICAS DO COMUM: ARTES, URBANISMO E DEMOCRACIA CIDADE ELETRONIKA (outubro 2015) Este evento reuniu pesquisadores que atuam no campo tecnopolítico em todo o mundo e teve ênfase na consolidação de uma rede ibero-americana envolvendo democracia e tecnopoíticas. O evento foi estruturado em blocos de atividades envolvendo: Seminários, debates, encontros; oficinas de ação, criação e participação; performances e apresentações. Curadoria: Lucas Bambozzi e Natacha Rena. Detalhadamente: O evento do qual o Indisciplinar participou da curadoria contou com um Seminário Internacional (com 3 mesas redondas) e com 3 workshops: SEMINÁRIO INTERNACIONAL no Memorial Minas Gerais Vale - Auditório com as seguintes mesas: INTRODUÇÃO AO SEMINÁRIO com Lucas Bambozzi e Natacha Rena (curadores do Cidade Eletronika); TECNOPOLÍTICA E MUNICIPALISMO Palestra com Javier Toret IN3 / 15M / Barcelona en Comú, via Streaming; POR UMA TECNOPOLÍTICA DO COTIDIANO Com Antonio Lafuente (Laboratorio del Procomún de MediaLab-Prado Madrid) e Ivana Bentes (UFRJ-Minc). Mediação de Ricardo Fabrino (Democracia Digital - UFMG; TECNOLOGIA REVERSA: APROPRIAÇÕES PARA O COMUM José Peréz de Lama (FabLab Universidad de Sevilla-Espanha), Ricardo Brazileiro (LabCEUs-PE), Felipe Fonseca (SP Ubalab), Pablo de Soto (Mapping the Commons/UFRJ). Mediação de Lucas Bambozzi (Labmovel/FAU-USP/FAAP; O QUE NOS DIZEM AS REDES: Com Fabio Malini (Labic - UFES), Fernanda Bruno (Medialab - UFRJ), Carlos d' Andrea (CCNM - UFMG), Alemar Rena (UFSB- Porto Seguro). Mediação de Natacha Rena (Indisciplinar - UFMG). WORKSHOPS: 1) MEDIÇÕES DO URBANO: (Local: Passarela Cultural - Anexo da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa) Técnicas DIY para aferição da qualidade da água de lagoas, barragens e rios de BH; desenho de veículos alternativos e drones de código aberto. Com Ricardo Brazileiro, Guima San, Gabriel Zea e Lucas Bambozzi; 2) TOPOLOGIA DE REDES (Local: Memorial Minas Gerais Vale – Cyber. Rastrear Hashtags de termos urbanos envolvendo a produção cultural na cidade e a relação desta com os movimentos sociais, utilizando a fanpage Cartografias da Cultura (já existente) através da qual serão extraídas informações que irão gerar várias topologias de rede (big data) que apresentem conexões entre as ações culturais e os movimentos políticos. Com Fabio Malini (Labic_UFES - ES) e Ana Isabel de Sá (UFMG); 3) LABORATÓRIOS CIDADÃOS(Local: Memorial Minas Gerais Vale – Sala do Espetáculo Mineiro): Um laboratório é um espaço de trabalho orientado à produção de protótipos, onde não existem objetos a se representar, mas sim experimentos em construção e, em consequência, mais que dotar a sociedade com novos objetos para serem mostrados, usados ou vendidos, o que se faz é ensaiar novas formas de viver juntos mediadas pela tecnologia, respeitosas com a experiência, resistentes ao pacto e propenso à inovação. Antonio Lafuente (Laboratorio del Procomún de MediaLab-Prado Madrid). http://www.eletronika.com.br/#!curadoria/c1gw2 LIVRO, Publicação que foi resultado deste evento aqui: https://www.dropbox.com/…/AACQLTRR21…/ELTNK_Cidade_Alta.pdf…


  • "Em observância ao estabelecido na Chamada INCT - MCTI/CNPq/CAPES/FAPs nº 16/2014, e tendo sido cumpridas as etapas do processo de admissão, análise e julgamento das 345 propostas submetidas ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq torna pública a relação das 252 propostas que receberam recomendação no processo de análise de mérito técnico-científico para financiamento no âmbito da referida Chamada. A lista está organizada em ordem decrescente de classificação. Confira aqui a relação. Todas as 345 propostas foram avaliadas por, no mínimo, três consultores ad hoc internacionais e posteriormente pelo Comitê Julgador, que esteve reunido na sede do CNPq no período de 25 a 28 de abril de 2016. De acordo com os critérios estabelecidos no item II.3 - Critérios para Julgamento do Regulamento da Chamada, dois conjuntos de propostas foram analisados: as que envolvem os 115 institutos já existentes e as 230 propostas de criação de novos institutos. Sob a coordenação do professor Walter Colli, compuseram o referido comitê destacados cientistas brasileiros e estrangeiros, de distintas áreas do conhecimento: Alberto Barausse; Amit Bhaya; Anibal Disalvo; Arne Ardeberg; Carlos A. Balseiro; Carlos Henrique de Brito Cruz; Cesário Bianchi Filho; Claudio Cavasotto; Diego de Mendoza; Francisco Fernández de Miguel; Francisco José Barrantes; Geraldo Lippel Sant'Anna Junior; João Falcão e Cunha; João Lúcio de Azevedo; John Joseph Sheehan; Jorge Daniel Riera; José Nelson Onuchic; Juan Carlos Báez; Kenneth Serbin; Klaus Jaffé; Luiz Carlos Federizzi; Márcio de Castro Silva Filho; Maria Júlia Manso Alves; Munir Salomão Skaf; Pär Omling; Paulo de Freitas Guimarães; Pedro Albertos Pérez; Peter Turner; Raman Kashyap; Renato de Andrade Lessa; Roberto Docampo; Roberto Salvarezza; Thomas Maack; Ulisses de Mendonça Braga Neto e Walter Soares Leal.Nos próximos dois meses, portanto até 11 de julho de 2016, será desenvolvida pelo MCTI, por intermédio do CNPq, negociação com as instituições parceiras (CAPES, FINEP e FAPs) para cofinanciamento das propostas recomendadas. Outros organismos, públicos ou privados, que desejarem aportar recursos também poderão participar. A partir daí, será aberto o prazo de 10 (dez) dias corridos para apresentação de eventual recurso administrativo pelo proponente que julgar necessário contestar o resultado da Chamada."(Coordenação de Comunicação Social do CNPq)