Programa de formação de pessoal

De Tecnopolíticas
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A formação de pesquisadores é um aspecto crucial do INCT TECNOPOLÍTICAS: Territórios Urbanos e Redes Digitais, uma vez que se trata de consolidar um campo de conhecimento extremamente novo, que vem sendo constituído por jovens pesquisadores comprometidos com o que há de mais inovador na fronteira das múltiplas áreas envolvidas. Pretende-se, portanto, criar condições para que esses investigadores se consolidem como referências internacionais nos temas em questão e para continuar absorvendo jovens pesquisadores de maneira a expandir constantemente a rede formada. Para além da pesquisa acadêmica, as ações de formação de pessoal do TECNOPOLÍTICAS deverão se voltar à formação de agentes da administração pública e da sociedade civil (a serem detalhadas nos itens 16 e 19 do projeto), com especial atenção à juventude e a educadores da rede pública de educação. Como propostas para a formação de pessoal no âmbito acadêmico, destacam-se:

- Estímulo à participação dos doutores integrantes do Instituto em programas de pós- doutorado, sobretudo no exterior, fortalecendo os laços com centros de referência mundial na área. O Instituto proposto garante, caso aprovado, o financiamento de cinco bolsas PDE, no período de seis anos, destacando-se que o número de pesquisas de pós doutorado vinculadas ao Tecnopolíticas que se pretende concluir nesse prazo deve ser bastante superior a partir de outros programas de financiamento;

- Ampliação do número de alunos de mestrado e de doutorado com pesquisas vinculadas ao INCT, tendo como meta a conclusão de várias dissertações e teses ao fim do período de seis anos. Será garantido pelo Instituto o financiamento de oito bolsas de mestrado e oito bolsas de doutorado, sendo quatro para doutorado pleno no exterior, estimulando a mobilidade de pesquisadores e a internacionalização da pesquisa. Ainda visando a internacionalização, serão oferecidas cinco bolsas para receber pesquisadores visitantes nas instituições vinculadas. Além da formação de pesquisadores nos programas strictu sensu, pretende-se criar cursos de especialização lato sensu em todos os núcleos regionais;

- Integração de jovens pesquisadores desde a graduação, por meio da iniciação científica e de atividades de extensão, colocando-os desde então em contato com a formação teórica e metodológica, traçando trajetórias acadêmicas consolidadas dentro das linhas de pesquisa do Instituto. Propõe-se financiar vinte e quatro bolsas de iniciação científica de dois anos além de envolver também bolsistas dos demais projetos coordenados pelos pesquisadores vinculados ao Instituto;

- Por propor a interseção de áreas de conhecimento até então pouco conectadas (o urbanismo, com todas as disciplinas que abrange, e a tecnologia da informação), o intercâmbio constante entre os núcleos que integram o Instituto deverá ser estimulado em várias frentes. Workshops internos vinculados aos eventos científicos anuais serão organizados, fortalecendo o caráter transdisciplinar do Instituto e o intercâmbio de competências distintas. Em adição aos workshops ministrados pelos próprios integrantes do TECNOPOLÍTICAS, os eventos anuais deverão contemplar, também, oficinas com parceiros internacionais convidados, promovendo a internacionalização das prática;

- As plataformas moodle e wikimedia propostas deverão constituir um ambiente em rede para a capacitação e a troca constante de informações entre membros do INCT e para a articulação de atividades integradas relacionadas ao ensino;

- A pesquisa laboratorial a ser desenvolvida – projeto de infraestrutura leve, criação de aplicações móveis e aplicações web, produção de software de código aberto, etc. – deverá ser amparada por treinamentos e cursos de curta duração, que podem ser ministrado tanto por pesquisadores dos núcleos mais ligados à tecnologia da informação, quanto por profissionais especializados terceirizados. Esses cursos devem contemplar o desenvolvimento de habilidades como programação, visualização e tratamento de dados, produção de sensores ambientais, etc;

- Promover a mobilização da juventude a partir da realização de hackatons e de cryptoparties, buscando absorver jovens familiarizados com o universo digital mas distantes do ambiente acadêmico. Vale ressaltar que essa juventude (grupos com habilidades específicas em tecnologia da informação e da comunicação), atualmente, é amplamente recrutada por empresas privadas internacionais, mas encontra poucas oportunidades de inserção na universidade, onde poderiam trazer grande contribuição para a produção tecnológica/científica aliada ao pensamento crítico e ao desenvolvimento social. Além das ações voltadas à atração de jovens para o ambiente acadêmico, destacam-se outras ações voltadas a crianças, adolescentes e seus educadores no item 16;

- Promover a publicação constante da produção do Instituto através dos livros, das revistas e da participação em eventos científicos previstos nas metas. Dessa forma, pretende-se contribuir para a bibliografia disponível e para a formação de pensamento crítico nos temas de maneira mais ampla.